{Resenha} Mediador e o mistério da ceifa - Bruna Figueira - Lary

Olá pessoas! Antes de começar, queria deixá-los cientes de que estou tentando mudar meu modo de escrever, por isso talvez, para quem leu minhas resenhas do ano passado, as últimas e esta estejam diferentes. Agradeceria se dessem um pitaco sobre isso. Enfim, hoje trago a vocês a resenha de "Mediador e o mistério da ceifa", de nossa autora parceira Bruna Figueira (detalhes aqui)que nos trará a história de Christine, uma jovem independente acostumada a sofrer e lutar e a transição de sua vida monótona e solitária para a descoberta de diversos segredos e início de uma grande aventura.


Título: Mediador e o mistério da ceifa;
Série: Mediador e o mistério da ceifa #1;
Autor (a): Bruna Figueira;
Páginas: 288;
Editora: Novo Século/Talentos da Literatura Brasileira;
Nota: 3,5/5;

 A vida de Christine decorria normalmente até ela presenciar um acidente que causa a morte de uma garotinha. E, durante a movimentação para salvá-la, ela vê em meio à multidão o ser que trará uma reviravolta em sua vida por definitivo – um homem envolto em uma intensa aura, de olhos prateados. Contudo, para um Anjo da Morte, o fato de uma humana o ter visto em sua forma real é motivo de grande ameaça, e ele terá que se empenhar para eliminá-la. Levados pelo acaso, o caminho dos dois se entrelaça de tal forma que um não pode mais existir sem o outro. E, desse momento em diante, este Ceifador passará a lutar contra qualquer adversidade para proteger sua amada.


Diferentemente de praticamente todos os livros que li, o conflito do livro nos é apresentado logo nas primeiras páginas, quando ao presenciar a morte de uma menina, Christine a vê acompanhar um "homem prateado". Enquanto todos a chamam de louca, David, esse Anjo da Morte, vestido e de olhos prateados, não sabe bem o que pensar e recebe uma missão envolvendo a vida da protagonista.

Esse início parcialmente simples prometia um desenvolvimento previsível, mas que para minha alegria momentânea, foi rapidamente quebrado quando, de maneira um tanto inovadora, segredos, oportunidades, tramoias e inconstâncias do passado surgiram, porém, como tudo que se mostra bom demais duro pouco, essas informações foram suprimidas pela percepção de que as personagens já me haviam sido apresentadas completamente e coisas necessárias para a construção mental das mesmas, não existiam.

O que quero dizer é relativamente simples, mas como minha mania de complicar anda assombrando tudo o que faço, exemplifico com algo fora do livro para que não existam spooilers: não me basta que esteja escrito que você é inteligente, sequer que me conte uma história, prove. Simples, e de certa forma, "coisa de gente chata". Mas, saindo um pouco de minha seriedade... Cara, como isso me enlouquece!

A autora nos dá como a norma cita todas as características físicas básicas e as de personalidade também, mas erroneamente, principalmente quando em primeira pessoa (o livro possui a narração tanto em personagem quanto em terceira, variando conforme os capítulos), expressa os sentimentos de maneira súbita, intensa contrariamente ao que nos foi proposto. Em suma, Chris, David e os demais secundários, apesar de desempenharem esplendorosamente seu papel na trama, não são cativantes e não provam por A+B seus sentimentos.

Agora, o que exatamente eu quero dizer com "sua desenvoltura"? Comecemos com recordações de livros que lemos. Quantos personagens parecem desnecessários e deslocados; entram, criam caso e se somem? Muitos, atualmente me faltam mãos para contá-los. Mas pulem da cadeira gritando viva comigo ao dizer: "Mediador e o mistério da ceifa" não tem isso! Nenhum diálogo ou impressão é mero acaso e quando me deu conta disso, depois da metade do livro, pareceu que uma nova perspectiva se abriu a minha frente.

E é por isso que o livro, por mais que cometa essa gafe diante de seus personagens, é recomendável. Bruna soube criar e insinuar os mistérios e as histórias mal contadas de forma prazerosa e convidativa, fazendo com que eu tentasse desvendar sozinha alguns detalhes e ainda assim, fosse surpreendida. Mas, no quesito traições, devo deixar uma espécie de "parênteses", pois essas, que não compunham sua narrativa nem a dos protagonistas, foram um tanto quanto mal trabalhadas e uma por parte de uma personagem que pouco permaneceu na história, não fossem as consequências, eu diria que havia sido decisão de última hora sua.

Quanto ao ritmo do livro, ele é rápido e apesar da carga de emoções (não por minha parte, mas sim de necessidade do enredo), da ação (pois sim, o livro não nos trará apenas uma história de amor, mas também batalhas por ela e pela chance de vivê-lo - ou simplesmente continuar vivo) e informações (que compõem as revelações e lendas do livro), leve e de fácil compreensão.

Quando ao final, a autora não exatamente me surpreendeu por ele, mas sim pelas coisas anteriores que culminaram para tal e me deixaram com expectativa em relação à continuação, através das brechas desse primeiro volume e como consideração final, só digo que o fato de o livro não levar minha nota máxima é mera questão de falta de amadurecimento. Pelo que li e observei, tenho certeza que a autora ainda irá me surpreender com seus personagens e o que mais os envolver.

Era isso pessoas, espero que tenham gostado da resenha e se interessado pelo enredo fantástico e fantasioso do livro e que os menos cricris que eu o amem como eu queria ter amado. Aliás, algo quem já o leu? Se sim, gostou?
Vemos-nos quando a vida permitir!
Beijos e boas leituras!

Comentários

  1. Adorei sua resenha. Parabéns!

    Achei a premissa bem interessante, fiquei bem curiosa!

    Beijos e boas leituras!

    http://bruxinhaleitora.blogspot.com.br/

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  2. Mesmo curtindo sua resenha, o livro não me chamou atenção, quem saiba mais pra frente se eu ver outras resenhas possa mudar minha opinião
    Brubs
    http://contodeumlivro.blogspot.com.br/

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