{Resenha} Inteligências Múltiplas - Por Ana Dalla Rosa

A Teoria na Prática de Howard Gardner


Em 1983, O psicólogo cognitivo americano Howard Gardner revolucionou os estudos educacionais e teve seu trabalho consolidado ao apresentar ao mundo a Teoria das Inteligências Múltiplas (M.I.). Em seus escritos, o autor explica as ideias fundamentais que desencadeiam uma revolução na aprendizagem e mostra como elas podem ser aplicadas em toda sala de aula onde se espera que os alunos pensem. E diferentemente das outras teorias, esta é uma de simples compreensão, pois sua prova está em nosso dia-a-dia.  

O profissional formado em Harvard não concordava com a visão unilateral da inteligência, na qual o quociente de inteligência focava apenas nos predicados importantes para o êxito escolar. Sua experiência pessoal contribuiu para este questionamento. Influenciado pelo psicólogo e biólogo suíço Jean Piaget, Gardner estudou o desenvolvimento de crianças de inteligência dentro da média e super dotadas, como os adultos com lesões cerebrais continuam com atividade intelectual, como os autistas, mesmo com comprometimento intelectual conseguem desenvolver outras habilidades e a história do desenvolvimento cognitivo. O psicólogo não contesta que a inteligência seja a “capacidade de entender ideias complexas e resolver problemas”, mas, explica que existem várias formas de fazê-lo.

Na obra, Gardner afirma que todos nascem com o básico de cada inteligência e que a cultura é sua base. De acordo com sua percepção, cada ambiente valoriza determinada habilidade. A Teoria das Múltiplas Inteligências ultrapassou a noção comum de inteligência como "capacidade ou potencial geral que cada ser humano possui em maior ou menor extensão" e passou a questionar a suposição de que a inteligência "possa ser medida por instrumentos verbais padronizados como testes de respostas curtas realizados com papel e lápis." Chegou-se a conclusão de que o desenvolvimento das habilidades acontece por estágios. O padrão cru é o primeiro deles, é a capacidade dos bebês de processarem os primeiros estímulos.

Gardner sugere uma escola com "especialistas de avaliação", cujo papel seria de compreender as capacidades e interesses dos alunos, verificando suas capacidades espaciais, pessoais e assim por diante. Além deste especialista, ele ainda sugere um "agente do currículo para o aluno", que teria como tarefa ajudar a pensar.


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